Arthur Calliman Feelings

Quando eu morava em Londres o povo vivia falando que ia deportar os imigrantes ilegais que isso que aquilo, vc sempre conhecia alguem que conhecia alguem que foi barrado na entrada do país, ou deportado, enfim…
Aí tinha gente que eu olhava e pensava: Como? Como essa pessoa passou na imigração?Sabe aquela pessoa com a maior cara de que foi pra lá pra fazer um pé de meia e comprar uma terrinha pra familia lá no interior de Roraima?Na verdade isso nunca me incomodou, mas o que sempre me incomodou e que ainda me incomoda é gente que mora fora e vive como se ainda vivesse no país de origem. Tipo brasileiro que mora em Londres,só sai com brasileiro, só fala portugues (sério conheci gente que morava la a 4 anos e não falava ingles), come “feijuca” e “Churras” todo fds e só gosta de ir pra balada de forró, axé, sertanojo ou de qq outro tipo de música podrera.
E eu falo isso de brasileiro mas sinto a mesma coisa en relação aos árabes, indianos ou qq outro povo que acredite na segregação. Acho que a partir do momento que vc decide ir morar em outro país o mínimo de respeito que se deve ter é de se comunicar na lingua nativa. Quando tirei meu passaporte italiano resolvi aprender a falar italiano. Se eu acho a lingua mais importante do mundo? Não, mas acho que o mínimo era aprender a falar a lingua deles. Ainda bem, 100% dos italianos que eu conheci e que contei que tinha dupla cidadania faziam questão de conversar cmg em italiano.
Enfim… o assunto se estendeu e foi mais além do que a ideia inicial do post, mas o que eu queria dizer é que a Jennifer Lopez pode ter saido do “block” mas o block não saiu dela.
Pra mim ela vai ser pra sempre uma daquelas latinas cafonas que foi ganhar a vida nos EUA e que super carrega a bandeira da comunidady e continua vivendo como se estivesse no Mexico.
E aquele marido dela genty? Acho que o Skeleton do filme Nacho Libre mais bonito do que ele!
Socorro!

Enfim, Arthur Calliman Feelings!

Anúncios

2 Respostas so far »

  1. 1

    Amei, não sabia com quem comparar o marido dela, agora achei. Sabe, eu vou confessar que um dia na vida já amei os vestidos do Calliman, mas, primeiro, já faz tempo, segundo, quando eu fui com minha mãe para ela de repente comprar algo para o meu casamento, entramos (eu e ela) em choque! Milhares de vestidos iguais (vários tomara que caia, com um lação fazendo vezes de uma alça só), todas as cores e estampas possíveis. E, se fosse numa novo tipo de tecido: uma seda devorê era beeem mais caro. Para uma senhora que não gostaria de usar alcinha ou TCQ, obviamente, não tinha nada… estávamos no local errado. Fora que a gente é do mato (fã de Luan Santana..hahahahah) e fomos fuçar tecidos na G.J. na ladeira. Ao subir as escadinhas, quase caímos para tras de tanto rir. O que tinha lá pendurado com todas as estampas possíveis? A tal seda devorê tããão exclusiva. Eu não cultivo mágoa de caboclo, mas, confesso que em lojas bem mais classudas fomos mais bem tratadas e não tentaram empurrar na minha mãe de 64 anos, o mesmo vestido que a menina do outro provador que deveria ter no máximo uns 20 anos. Saca o que eu quero dizer? Quanto ao tema inicial do seu post, vc já viu o filme do Jean Charles com o Selton Mello? Mostra muito o pessoal que vai a Londres pra pegar no batente e que vive segregado na colônia brasileira. Bjs

    • 2

      theblondegyptian said,

      Oi Sil!!!!
      Pois é eu sempre detestei o Arthur Calimann pq eu acho uma afronta ao consumidor. Se as peças dele fossem caríssimas mas ao mesmo tempo exclusivas, com um tecido diferenciado e acabamento impecável, tudo bem. Mas não é assim sabe… Os tecidos são os mesmos que vc encontra na 25 de março, na cinerama ou em qq lojinha de bairro (fora que fazer vestido de festa em malha ou em poliéster de R$2,90 não dá né) além de ser uma linha de produção, na cara dura, o acabamento é tosquissimo, a variedade é muito pqna e as vendedoras acham que todo mundo quer sair vestida como a Deborah Secco ou qq outra b.e.a.t. anorexica da globo independente da idade. Pode-se ter 12 ou 120 anos que vão empurrar a mesma coisa. A verdade é que AC virou marca de festa de formatura justamente por isso.
      Formatura é feita para pessoas que muitas vezes ainda não tem o senso estético apurado e muito menos conhecimento de tecido e acabamento. É uma roupa para se usar uma vez só. Pra chegar na festa se sentindo maravilhosa, dançar até o vestido rasgar e não se incomodar com o amanhã pq o que importava era mesmo o hoje, né?
      E acho que ele ter uma loja daquele tamanho reflete muito quem é o consumidor brasileiro…dá até uma certa tristeza, mas fazer o que?
      E o filme do Jean Charles eu assisti com alguns amigos de Londres que vieram passar férias comigo em SP. Assisti com 2 brasileiros e uma sueca. Foi unanime…poderia ter sido mil vzs melhor. É um tema tão interessante pra abordar, rico para ser explorado, mas não foi… é um filme OK, sendo que poderia ser um filme que deveria tocar muito mais a fundo nessa questão…mas enfim…tem gente que não gosta de cutucar a ferida até ela sangrar, acaba ficando melhor viver na superficie mesmo…
      Beeeeijos, bom te re-ler (pode ser?)!


Comment RSS · TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: